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Cód: 063460 MS: 1008902010086

Biconcor 5,0mg com 30 Comprimidos Revestidos

Princípio Ativo

Bisoprolol+Hidroclorotiazida

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BICONCOR®

Bisoprolol - 2,5 mg / 5 mg

Hidroclorotiazida - 6,25 mg

BICONCOR 2,5 mg/6,25 mg - comprimido

BICONCOR 5 mg /6,25 mg - comprimido

Forma farmacêutica e apresentação

Comprimido

Embalagem contendo 30 comprimidos.

Uso oral - adulto

Composição

Biconcor 2,5 mg/6,25 mg

Cada comprimido contém:

Bisoprolol (fumarato) 2,5 mg

Hidroclorotiazida 6,25 mg

Excipientes (amido de milho, amido pregelatinizado, celulose microcristalina, crospovidona, estearato de magnésio, fosfato de cálcio dibásico anidro, opadry amarelo).

Biconcor 5,0 mg/6,25 mg

Cada comprimido contém:

Bisoprolol (fumarato) 5,0 mg

Hidroclorotiazida 6,25 mg

Excipientes (amido de milho, celulose microcristalina, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, fosfato de cálcio dibásico anidro e opadry rosa).

Informação ao paciente

Ação esperada do medicamento

O produto é uma combinação de um beta-bloqueador com um diurético, empregado para baixar a pressão arterial de pessoas com hipertensão.

Cuidados de conservação

As embalagens do produto devem ser protegidas do calor excessivo (temperatura superior a 40oC) e da umidade.

Prazo de validade

O prazo de validade é de 18 meses, a partir da data de fabricação impressa na embalagem. Não utilizar o medicamento se o prazo de validade estiver vencido.

Gravidez e lactação

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Cuidados de administração

O medicamento deve ser tomado, com um pouco de líquido, pela manhã.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento

Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico. A interrupção brusca do tratamento com beta-bloqueadores pode, em alguns pacientes com insuficiência coronariana, ocasionar piora da angina pectoris, arritmia ventricular ou infarto do miocárdio. Se o paciente for hipertireoideo, a interrupção brusca pode causar aumento dos sintomas.

Reações adversas

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. As mais observadas foram fadiga (em 3,6% dos pacientes), tonteira (em 3,2%), dor de cabeça (em 2,3%) e tosse (em 1,4%). Em menos de 1% dos pacientes foram observadas dor no peito, diarréia, impotência, aumento na eliminação de urina, suor aumentado, erupções na pele, andar vacilante, vertigem, sonolência, má digestão, náusea, redução na freqüência cardíaca, rinite e inchação das pernas.

Ingestão concomitante com outras substâncias

A ingestão junto com alimentos não prejudica a absorção do medicamento. Não tomar junto com bebidas alcoólicas.

Contra-indicações e precauções

O produto não deve ser usado por crianças, por pacientes com choque de origem cardíaca, com insuficiência cardíaca descompensada, com bloqueio de ramo, com diminuição acentuada na freqüência cardíaca, com interrupção na produção de urina ou com alergia a qualquer um dos componentes ou a drogas derivadas da sulfonamida.

O produto deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência cardíaca compensada, com asma ou bronquite, com diabetes, com hipoglicemia espontânea, com doenças dos rins, com doenças do fígado, em tratamento com vacinas anti-alérgicas ou com psoríase.

O produto não deve ser usado durante a amamentação.

Em gestantes o uso do produto deve ser suspenso de 48 a 72 horas antes do parto, para evitar problemas respiratórios no bebê.

Uma vez que o medicamento baixa a pressão arterial, alguns pacientes podem ter prejudicada a sua capacidade de dirigir carros ou operar máquinas, principalmente no início do tratamento ou se houver uso simultâneo de álcool.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. O produto pode aumentar a ação de diversos medicamentos, tais como: anestésicos gerais, antiarrítmicos, remédios para baixar a pressão, insulina e antidiabéticos orais, digitálicos, lítio, etc.

- Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

- Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Informação técnica

Mecanismo de ação

O produto associa em sua fórmula dois princípios ativos, o bisoprolol e a hidroclorotiazida. O bisoprolol é um agente beta-bloqueador dotado de seletividade beta1 e desprovido de ação simpaticomimética intrínseca (ASI) e efeito estabilizador de membrana.

O bisoprolol tem meia-vida plasmática de cerca de 11 horas. É muito bem absorvido pelo intestino (> 90%), com reduzido efeito de primeira passagem (< 10%), o que garante elevada biodisponibilidade (88%).

Tem baixa ligação às proteínas plasmáticas (cerca de 30%) e elimina-se de forma balanceada pelos rins e vias biliares. Não dá origem a metabólitos ativos. Sua farmacocinética independe da idade. Atravessa pouco a barreira hematencefálica.

Os achados em estudos clínicos hemodinâmicos de curta duração são consistentes com os observados com outros beta-bloqueadores. Os efeitos hemodinâmicos do bisoprolol devem-se, predominantemente, aos seus efeitos cronotrópicos negativos, mais do que a efeitos inotrópicos negativos com poucas alterações observadas no volume sistólico, na pressão da aurícula direita ou na pressão capilar.

Em ensaios clínicos controlados o bisoprolol, em dose única diária, mostrou-se um agente anti-hipertensivo eficaz, quer usado isoladamente, quer em combinação com diuréticos tiazídicos.

O mecanismo de ação de seus efeitos anti-hipertensivos não foi completamente estabelecido. Os fatores que podem estar envolvidos incluem:

- débito cardíaco diminuído;

- inibição da liberação de renina pelos rins;

- diminuição dos impulsos tônicos simpáticos provenientes dos centros vasomotores do cérebro.

Em pacientes com doença coronariana observou-se diminuição na freqüência cardíaca, no produto freqüência/pressão e depressão ST induzida pelo esforço, juntamente com melhora na perfusão miocárdica, documentada pela cintilografia com tálio.

Em voluntários normais a terapia com bisoprolol resultou em redução da taquicardia induzida pelo exercício ou pelo isoproterenol. O efeito máximo ocorreu dentro de 1 a 4 horas após a tomada de 5 mg e persistiu por 24 horas.

Estudos eletrofisiológicos, no homem, demonstraram que o bisoprolol diminui significativamente a freqüência cardíaca, aumenta o tempo de recuperação do nodo sinusal, prolonga os períodos refratários do nodo AV e, com estimulação atrial rápida, prolonga a condução nodal AV.

A hidroclorotiazida é um diurético benzotiadiazínico. Tem meia-vida plasmática de 6-15 horas. É bem absorvida pelo tubo digestivo (65-75%). Quando administrada com comida, sua biodisponibilidade é variável. Sua ligação às proteínas plasmáticas é de 40-68% e ela é eliminada, primariamente, de forma inalterada, por via renal (> 95%).

As tiazidas afetam os mecanismos tubulares renais de reabsorção de eletrólitos. As tiazidas aumentam a excreção de sódio e de cloretos em quantidades aproximadamente equivalentes. A natriurese causa perda secundária de potássio.

Considera-se que os efeitos pressóricos agudos das tiazidas resultam de redução no volume sangüíneo e no débito cardíaco, secundários ao efeito natriurético. Com administração crônica, o volume plasmático retorna em direção ao normal, mas reduz-se a resistência vascular. As tiazidas não afetam a pressão sangüínea normal.

O início das ações diurética e natriurética da hidroclorotiazida ocorre dentro de duas horas após a tomada e os efeitos máximos são observados em cerca de 4-6 horas, persistindo por até 12 horas.

Indicações

Hipertensão arterial.

Contra-indicações

Choque cardiogênico, insuficiência cardíaca descompensada, bloqueio AV de II e III graus, bradicardia sinusal acentuada, anúria e hipersensibilidade aos componentes do produto ou a outras drogas derivadas da sulfonamida.

Precauções

Quando for necessário empregar o produto em pacientes com insuficiência cardíaca compensada, deve-se fazê-lo com cautela.

O uso continuado de beta-bloqueadores pode, em alguns pacientes, desencadear insuficiência cardíaca. Aos primeiros sinais ou sintomas de insuficiência cardíaca, os pacientes devem ser tratados apropriadamente e suas respostas cuidadosamente observadas, ou deve-se interromper o uso do produto.

A interrupção brusca da terapia com beta-bloqueadores pode, em alguns pacientes com insuficiência coronariana, ocasionar exacerbações da angina pectoris, arritmia ventricular ou infarto do miocárdio. Por isso os pacientes devem ser instruídos a não interromper o tratamento sem ordem médica. Se ocorrerem sintomas quando da retirada de beta-bloqueadores, deve-se reinstituir o uso desses agentes, pelo menos temporariamente.

Por ser o bisoprolol um agente bloqueador beta-1 altamente seletivo, o produto pode ser usado, com cautela, em pacientes com doença pulmonar broncoespástica que necessitem de um beta-bloqueador. Deve-se empregar a menor dose possível, estando o paciente cuidadosamente monitorizado e com broncodilatador à disposição.

Se os pacientes usando o produto forem submetidos a cirurgias, deve-se ter especial cuidado com anestésicos capazes de deprimir a função miocárdica, tais como éter, ciclopropano e tricloroetileno.

Os beta-bloqueadores podem mascarar algumas manifestações da hipoglicemia, particularmente a taquicardia. Os beta-bloqueadores não-seletivos podem potencializar a hipoglicemia induzida pela insulina e retardar a recuperação dos níveis séricos de glicose. Devido à sua seletividade beta-1, isso é menos possível de ocorrer com o bisoprolol. No entanto, pacientes sujeitos a hipoglicemia espontânea, pacientes diabéticos tratados com insulina ou antidiabéticos orais, devem ser alertados quanto a essas possibilidades.

Por causa da terapia com tiazídicos podem ser necessários ajustes na dose de insulina de pacientes diabéticos, assim como tornarem-se manifestos casos de diabetes latente. Isso é menos provável com o produto uma vez que a dose de hidroclorotiazida empregada é pequena.

O bloqueio beta-adrenérgico pode mascarar sinais clínicos de hipertiroidismo, tal como taquicardia. A interrupção brusca do bloqueio pode ser seguida por exacerbação dos sintomas de hipertiroidismo ou precipitar tempestade tiroidiana.

O produto deve ser usado com cautela em pacientes nefropatas. Nesses pacientes os tiazídicos podem precipitar azotemia. Em pacientes com clearance de creatinina < 50 ml/min, 4 a 6 horas após dose única de hidroclorotiazida, as concentrações plasmáticas estão substan-cialmente aumentadas de (de 5 a 100 vezes) em comparação com pacientes com função renal normal.

Em pacientes com clearance de creatinina inferior a 40 ml/min, a meia-vida plasmática do bisoprolol é aumentada em até três vezes.

O produto deve ser descontinuado se a disfunção renal progressiva tornar-se aparente.

Em pacientes com hepatopatias deve-se levar em conta que os tiazídicos alteram o equilíbrio hidroeletrolítico, o que pode precipitar coma hepático. Ademais a eliminação do bisoprolol é significativamente mais lenta em pacientes com cirrose hepática.

Não são, usualmente, necessários ajustes da posologia em função da idade, a menos que haja concomitância de alterações renais ou hepáticas significativas.

Embora seja reduzida, por causa da baixa dose de hidroclorotiazida empregada, a possibilidade de ocorrer hipocalemia ou hipomagnesiemia com o uso do produto, devem ser feitas determinações periódicas dos eletrólitos séricos e urinários.

Antes de realizar exames para avaliação funcional da paratiróide, deve-se interromper o uso do produto, pois os tiazídicos reduzem a excreção de cálcio. Em alguns pacientes observa-se após tratamento prolongado com tiazídicos, alterações nas paratiróides com hipercalcemia e hipofosfatemia.

O bisoprolol, sozinho ou combinado com a hidroclorotiazida, tem sido associado a aumentos no ácido úrico.

Hiperuricemia e gota podem ser precipitados em pacientes em uso de diuréticos tiazídicos. Por ser pequena a quantidade de hidroclorotiazida presente no produto, é pouco provável a ocorrência destes fenômenos.

Não existem estudos sobre o uso do produto em gestantes, por isso, o produto só deve ser usado durante a gestação quando absolutamente necessário e se os benefícios potenciais justificarem eventuais riscos para o feto.

Uma vez que os beta-bloqueadores podem causar bradicardia, hipotensão, hipoglicemia e depressão respiratória no neonato (asfixia neonatal), o uso do produto deve ser suspenso de 48 a 72 horas antes do parto. Se isto não for possível, o recém-nascido deverá ser submetido a rigorosa vigilância durante as primeiras 48 a 72 horas após o parto.

Não existem estudos sobre o uso do produto durante a lactação. Uma vez que os beta-bloqueadores e os diuréticos tiazídicos são eliminados no leite humano, não se recomenda o uso do produto durante a amamentação.

Não existe experiência pediátrica com o produto, por isso não se recomenda seu uso por crianças.

O bisoprolol deve ser administrado com cautela em:

- jejum prolongado;

- pacientes com história de reação alérgica a outros medicamentos (especialmente reação anafilática);

Observação: reações de hipersensibilidade podem ser potencializadas pelo uso de bisoprolol, uma vez que o medicamento reduz a contra-regulação adrenérgica.

- pacientes submetidos a terapia de dessensibilização;

- pacientes com psoríase ou história familiar desta doença.

Em caso de feocromocitoma, só administrar bisoprolol após tratamento com bloqueadores dos receptores alfa-adrenérgicos.

Devido ao efeito anti-hipertensivo do bisoprolol, a capacidade de dirigir automóveis ou operar máquinas pode ficar prejudicada de maneira variável, de indivíduo para indivíduo. Isto é mais observado no início do tratamento quando há interação com álcool ou troca de medicação. Estudos específicos mostraram, entretanto, que não é de se temer comprometimento direto da capacidade de reação pelo bisoprolol.

Os tiazídicos podem reduzir os níveis séricos de iodo protéico, sem sinais de distúrbios tiroidiano. Por essa razão deve-se interromper o uso do produto antes de fazer exames da função tiroidiana.

Interações medicamentosas

São possíveis as seguintes interações medica-mentosas:

Com anestésicos gerais e antiarrítmicos - potencialização de efeitos cardiodepressores.

Com antagonistas dos canais de cálcio

tipo nifedipina - potencialização do efeito hipotensor.

tipo verapamil e diltiazem - potencialização do efeito hipotensor; bradicardia, arritmias.

Com insulina e hipoglicemiantes orais - intensificação do efeito hipoglicemiante, mascaramento dos sintomas da hipoglicemia (medir regularmente a glicemia dos pacientes que usam bisoprolol e estes medicamentos).

Com agentes hipotensores (assim como vasodilatadores e psicofármacos) - potencialização dos efeitos hipotensores. Com os anti-hipertensivos de ação central (p. ex. reserpina, metildopa, clonidina, guanfacina), pode haver potencialização dos efeitos cronotrópicos negativos. Em caso de interrupção de tratamento concomitante bisoprolol + clonidina, a clonidina só deve ser retirada alguns dias após a descontinuação do uso do bisoprolol.

Com digitálicos - potencialização dos efeitos cronotrópicos e dromotrópicos negativos.

Os tiazídicos podem diminuir a responsividade arterial à norepinefrina e aumentar à tubocurarina.

Os diuréticos reduzem o clearance renal do lítio, aumentando o risco de toxicidade.

Reações adversas

A combinação bisoprolol/hidroclorotiazida foi bem tolerada por pacientes adequadamente selecionados. Os efeitos colaterais foram, na maioria dos casos, leves e transitórios, não obrigando a interromper o tratamento.

Nos Estados Unidos 221 pacientes receberam a combinação de bisoprolol (2,5: 5 ou 10 mg)/hidroclorotiazida (6,25 mg) e 144 receberam placebo, em dois estudos controlados com períodos de tratamento de 4 a 12 semanas. As reações adversas consideradas como, no mínimo, provavelmente relacionadas à combinação e registradas em, pelo menos, 1% dos pacientes tratados com a combinação bisoprolol/hidroclorotiazida, foram fadiga (3,6 %), tonteira (3,2%), cefaléia (2,3%) e tosse (1,4%). Além dessas, foram observadas, em menos de 1% dos pacientes, as seguintes reações adversas: dor torácica, diarréia, impotência, poliúria, sudorese aumentada, dermatite, marcha vacilante, vertigem, sonolência, dispepsia, náusea, bradicardia, rinite e edema periférico.

A administração da associação bisoprolol/hidroclorotiazida só raramente foi associada a alterações clinicamente importantes de parâmetros laboratoriais. Essas alterações usualmente não estavam relacionadas a manifestações clínicas.

As alterações mais comuns foram aumentos nos níveis séricos de ácido úrico e triglicerídios e diminuição no do potássio. No entanto a redução de potassemia e a elevação de uricemia foram significativamente inferiores às observadas com o uso de 25 mg de hidroclorotiazida.

Posologia e modo de usar

A posologia deve ser individualizada para cada paciente. A dose inicial é de um comprimido de bisoprolol 2,5 mg/hidroclorotiazida 6,25 mg, uma vez ao dia. Se o efeito anti-hipertensivo for insuficiente, a dose diária pode ser aumentada para 1 comprimido de bisoprolol 5 mg/hidroclorotiazida 6,25 mg, em tomada única.

Pacientes idosos

Não é necessária posologia especial para pacientes com mais de 65 anos de idade, a menos que haja concomitância de alterações renais ou hepáticas significativas.

Conduta na superdosagem e nas reações adversas

Os sinais mais freqüentemente observados com a superdosagem de beta-bloqueadores são bradicardia e hipotensão. É também comum ocorrer letargia e, nos casos graves, podem surgir delírio, coma, convulsões e parada respiratória. Outras arritmias, insuficiência cardíaca congestiva, broncoespasmo e hipoglicemia podem ocorrer, particularmente em pacientes com condições subjacentes.

É rara a ocorrência de intoxicação aguda com diuréticos tiazídicos. O aspecto predominante da superdosagem é a perda aguda de fluidos e eletrólitos. Os sinais e sintomas incluem alterações cardiovasculares (taquicardia, hipotensão, choque), neuromusculares (fraqueza, confusão, tonteira, cãibras das pantorrilhas, parestesias, fadiga, perturbações da consciência), gastrintestinais (náusea, vômito, sede), renais (poliúria, oligúria ou anúria) e laboratoriais (hipocalemia, hipocloremia, alcalose, aumento da uréia sangüínea).

Não existem relatos de superdosagem com o produto. Em caso de suspeita, deve-se interromper o tratamento e manter o paciente sob observação. O tratamento é sintomático e de apoio. Não há antídoto específico. Não existem indicações de que o bisoprolol e a hidroclorotiazida sejam dializáveis.

As medidas gerais recomendadas incluem provocação do vômito e/ou lavagem gástrica, administração de carvão ativado, suporte respiratório, correção de desequilíbrios hidreletrolíticos e tratamento de eventuais convulsões.

Tomando por base as experiências existentes sobre outros beta-bloqueadores e a hidroclorotiazida, quando necessárias, devem ser consideradas as seguintes medidas:

- em caso de bradicardia: administrar atropina endovenosa. Se a resposta for inadequada, aplicar, com cautela, isoproterenol ou outro agente com propriedades cronotrópicas positivas.

O uso de glucagon endovenoso tem sido descrito como útil em alguns pacientes com superdosagem de beta-bloqueadores. Em determinadas circunstâncias pode ser necessária a inserção de marca-passo transvenoso.

- em caso de hipotensão e choque: elevar as pernas dos pacientes e fazer reposição hidreletrolítica. Pode ser útil a administração endovenosa de glucagon. Deve-se considerar o uso de vasopressores. Pode ser necessário o uso de balão intra-aórtico no choque cardiogênico intratável.

- em caso de bloqueio AV (segundo ou terceiro grau): monitorar os pacientes cuidadosamente e empregar infusão de isoproterenol ou inserção transvenosa de marca-passo, quando necessário.

- em caso de insuficiência cardíaca congestiva: iniciar terapia convencional, isto é, digitálicos, diuréticos, vasodilatadores, agentes inotrópicos.

- em caso de broncospasmo: administrar agentes broncodilatadores como isoproterenol e/ou aminofilina.

- em caso de hipoglicemia: administrar glicose endovenosa.

Até completo retorno à normalidade devem ser monitorizadas a função renal e o equilíbrio hidroeletrolítico (especialmente o potássio sérico).

ATENÇÃO

Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas realizadas tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas imprevisíveis, ainda não descritas ou conhecidas. Em caso de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser notificado.

- Venda sob prescrição médica.

- Nº do lote, datas de fabricação e de validade: vide embalagem externa.

M.S. 1.0089.0201

Farm. Resp.: Alberto Ajncyer - CRF-RJ nº 6311

Comercializado por:

Merck S.A. Indústrias Químicas

C.G.C. 33.069.212/0001-84

Estrada dos Bandeirantes, 1099

Rio de Janeiro - RJ - CEP 22710-571

Indústria Brasileira

Fabricado por: Lederle Laboratories Division

Pearl River, NY - USA