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Hydrea 500mg c/ 100 Comprimidos

Princípio Ativo

Hidroxiuréia

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Bula

HYDREA®

hidroxiuréia

500 mg

cápsulas

APRESENTAÇÃO

HYDREA (hidroxiuréia) é apresentado em frascos com 100 cápsulas.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada cápsula contém:

hidroxiuréia .............................................. 500 mg

Ingredientes inativos: fosfato de sódio dibásico, ácido cítrico, estearato de magnésio e lactose.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

· Ação esperada do medicamento: HYDREA atua sobre determinados tipos de afec-ções tumorais, quer isola-damente, quer em associação com radioterapia ou outras drogas antineoplásicas. Após administração oral, ocorre rápida absorção, com pico sangüíneo após uma a quatro horas.

· Cuidados de Armazenamento: este medicamento deve ser guardado dentro da embalagem original, em frasco bem fechado, à temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Evitar calor excessivo.

· Prazo de validade: ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto. NUNCA USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

· Gravidez e lactação: informe imediatamente o médico se houver suspeita de gravidez, durante ou após o uso da medicação. HYDREA não deve ser utilizado por gestantes. Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez. A hidroxiuréia é secretada no leite humano. Consulte o médico para decidir entre descontinuar a amamentação ou o tratamento.

· Cuidados de Administração: siga orientação do seu médico, respeitando sempre o horário, a dose e a duração do tratamento.

· Interrupção do tratamento: não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

· Reações adversas: a ocorrência de reações adversas tais como sintomas gastrintestinais (estomatite, perda de apetite, náusea, vômito, diarréia e constipação) e reações cutâneas (erupção maculopapular e vermelhidão da face) deverá ser relatada ao médico responsável. O tratamento com este medicamento deverá sempre ser feito sob cuidadosa supervisão médica e exames de sangue periódicos deverão ser realizados para se detectar precocemente qualquer alteração hematológica, como anemia, queda do número de glóbulos brancos ou de plaquetas.

· TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

· Ingestão concomitante com outras substâncias: A administração concomitante de HYDREA com outros medica-mentos ou com radioterapia ficará exclusivamente a crité-rio médico.

· Contra-indicações: HYDREA é contra-indicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade à hidroxiuréia ou a qualquer componente da formulação.

· Precauções: os pacientes devem ser alertados para manterem uma ingestão adequada de líquidos. O médico deve ser consultado em casos de doses perdidas. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

· NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

DESCRIÇÃO

HYDREA cápsulas contém hidroxiuréia.

Ingredientes inativos: fosfato dibásico de sódio, ácido cítrico, estearato de magnésio e lactose.

FARMACOLOGIA CLÍNICA

Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação exato pelo qual a hidroxiuréia produz seus efeitos antineoplásicos ainda não está perfeitamente descrito. Relatórios de vários estudos em culturas de tecidos, ratos e humanos embasam a hipótese de que a hidroxiuréia provoca uma imediata inibição da síntese do ácido desoxirribonucléico (DNA) agindo como inibidor da ribonucleotídeo redutase, sem interferir na síntese do ácido ribonu-cléico ou da proteína.

Potencialização da Radioterapia

Três mecanismos de ação têm sido postulados para o aumento da eficácia da radioterapia com hidroxiuréia no tratamento do carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço. Estudo in vitro utilizando células de hamster chinês sugerem que a hidroxiuréia (1) é letal para as células na fase-S normalmente radior-resis-tentes, e, (2) mantém outras células do ciclo celular na fase G1 ou fase de pré-síntese de ácido desoxirribonucléico (DNA) quando elas são mais suscetíveis aos efeitos da irradiação. O terceiro mecanismo de ação baseia-se, teoricamente, em estudos in vitro de células HeLa; ao que parece, a hidroxiuréia, pela inibição da síntese do ácido deso-xirri-bonucléico (DNA), impede o processo normal de restabe-lecimento das células atingidas, porém, não destruídas pela irra-diação, diminuindo, desse modo, seus índices de sobrevivência; as sínte-ses de ácido ribonu-cléico (RNA) e de proteína não apresentam alterações.

Farmacocinética

Absorção: Hidroxiuréia é rapidamente absorvida após administração oral. Picos de níveis plasmáticos são alcançados em 1 a 4 horas após uma dose oral. Com doses aumentadas, são observados picos médios de concentrações plasmáticas e área sob a curva de concentração plasmática versus tempo desproporcionalmente maiores. Não há dados sobre o efeito dos alimentos na absorção da hidroxiuréia.

Distribuição: a hidroxiuréia distribui-se rápida e extensamente no corpo com um volume de distribuição estimado de aproximadamente a água corporal total. As taxas plasmáticas em relação às do fluido ascítico variam de 2:1 até 7,5:1. Hidroxiuréia concentra-se nos leucócitos e eritrócitos. A hidroxiuréia atravessa a barreira hemato-encefálica.

Metabolismo: até 50% da dose oral sofre conversão através de vias metabólicas que não estão totalmente caracterizadas. Em uma via secundária, hidroxiuréia pode ser degradada a ácido acetohidroxâmico pela urease encontrada nas bactérias intestinais.

Excreção: a excreção da hidroxiuréia em humanos é um processo não linear ocorrendo através de duas vias: uma é saturável, provavelmente metabolismo hepático; a outra é excreção renal de primeira ordem. Em pacientes com malignidades, a eliminação renal varia de 25 a 55% da dose administrada. A concentração sérica em 24 horas é desprezível quando a dose usual é dada como uma dose única diária.

Populações especiais: nenhuma informação é disponível considerando diferenças farmacocinéticas devido à idade, sexo ou raça.

Não há dados que suportem orientação específica para ajuste de dosagem em pacientes com disfunção renal; como a excreção renal é uma via de eliminação, deve-se considerar o decréscimo da dosagem nesta população. Não há dados que suportem orientação específica para ajuste de dosagem em pacientes com disfunção hepática (vide Posologia).

INDICAÇÕES

HYDREA é indicada no tratamento de leucemia mielocítica crônica resistente e melanoma.

HYDREA, em associação com radioterapia, é também indicada no tratamento do carcinoma epidermóide primário de cabeça e de pescoço (excluindo os lábios) e carcinoma de colo uterino.

CONTRA-INDICAÇÕES

HYDREA É CONTRA-INDICADA EM PACIENTES QUE DEMONSTRARAM HIPERSENSIBILIDADE PRÉVIA À HIDROXIURÉIA OU A QUALQUER OUTRO COMPONENTE DA FORMULAÇÃO.

ADVERTÊNCIAS

O TRATAMENTO COM HIDROXIURÉIA NÃO DEVE SER INICIADO SE A FUNÇÃO DA MEDULA ÓSSEA ESTIVER DEPRIMIDA, OU SEJA, LEUCOPENIA (<2500 CÉLULAS/MM3) OU TROMBOCITOPENIA (<100.000/MM3), OU ANEMIA SEVERA. HYDREA PODE PRODUZIR SUPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA.

A LEUCOPENIA É, EM GERAL, A PRIMEIRA E MAIS COMUM MANIFESTAÇÃO DA DEPRESSÃO HEMATOLÓGICA. TROMBOCITOPENIA E ANEMIA OCORREM MENOS FREQÜENTEMENTE E SÃO RARAMENTE OBSERVADAS SEM UMA LEUCOPENIA PRECEDENTE. A DEPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA OCORRE MAIS PROVAVELMENTE EM PACIENTES QUE TENHAM SIDO SUBMETIDOS ANTERIORMENTE À RADIOTERAPIA OU AO TRATAMENTO COM AGENTES QUIMIOTERAPÊUTI-COS CITOTÓXICOS; HYDREA DEVE SER USADA COM CAUTELA EM TAIS PACIENTES. A RECUPERAÇÃO DA MIELODEPRESSÃO É RÁPIDA QUANDO O TRATAMENTO É INTERROMPIDO.

A ANEMIA GRAVE DEVE SER CORRIGIDA ANTES DO INÍCIO DO TRATAMENTO COM HIDROXIURÉIA.

ANORMALIDADES ERITROCÍTICAS: ERITROPOIESE MEGALOBLÁSTICA, AUTO-LIMITANTE, É FREQÜENTEMENTE OBSERVADA NO INÍCIO DO TRATAMENTO COM HYDREA-. A ALTERAÇÃO MORFOLÓGICA ASSEMELHA-SE À ENCONTRADA NA ANEMIA PERNICIOSA, PORÉM NÃO ESTÁ RELACIONADA À DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 OU ÁCIDO FÓLICO. A MACROCITOSE PODE MASCARAR O DESENVOLVIMENTO ACIDENTAL DA DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO, ENTÃO, ADMINISTRAÇÃO PROFILÁTICA DE ÁCIDO FÓLICO PODE SER JUSTIFICADA. A HIDROXIURÉIA TAMBÉM PODE RETARDAR O "CLEARANCE" DE FERRO PLASMÁTICO E REDUZIR A PROPORÇÃO DE FERRO UTILIZADA PELOS ERITRÓCITOS, PORÉM NÃO PARECE ALTERAR O TEMPO DE SOBREVIDA DOS GLÓBULOS VERME-LHOS.

PACIENTES QUE TENHAM RECEBIDO RADIOTERAPIA ANTERIOR PODEM SOFRER EXACERBAÇÃO DE ERITEMA PÓS-IRRADIAÇÃO QUANDO TRATADOS COM HYDREA.

A HIDROXIURÉIA DEVE SER USADA COM PRECAUÇÃO EM PACIENTES COM DISFUNÇÃO RENAL (VER POSOLOGIA).

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

A HIDROXIURÉIA É UM RECONHECIDO AGENTE GENOTÓXICO E PRESUMÍVEL CARCINÓGENO QUE IMPLICA EM RISCO DE CARCINOGENICIDADE PARA HUMANOS. EM PACIENTES RECEBENDO TERAPIA COM HIDROXIURÉIA A LONGO PRAZO PARA DESORDENS MIELOPROLIFERATIVAS, COMO POLICITEMIA VERA E TROMBOCITOPENIA, RELATOU-SE LEUCEMIA SECUNDÁRIA. NÃO SE SABE SE ESSE EFEITO LEUCEMOGÊNICO É SECUNDÁRIO À HIDROXIURÉIA OU À DOENÇA DE BASE DO PACIENTE. CÂNCER DE PELE TAMBÉM FOI RELATADO EM PACIENTES RECEBENDO HIDROXIURÉIA A LONGO PRAZO.

Gravidez

A HIDROXIURÉIA DEMONSTROU SER UM POTENTE AGENTE TERATOGÊNICO EM UMA AMPLA VARIEDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS. HYDREA PODE CAUSAR DANO FETAL QUANDO ADMINISTRADA EM MULHERES GRÁVIDAS. NÃO HÁ ESTUDOS ADEQUADOS E BEM CONTROLADOS EM MULHERES GRÁVIDAS. SE HYDREA FOR UTILIZADA DURANTE A GRAVIDEZ OU SE A PACIENTE ENGRAVIDAR DURANTE A TERAPIA COM A HIDROXIURÉIA, A PACIENTE DEVE SER NOTIFICADA A RESPEITO DOS RISCOS POTENCIAIS PARA O FETO. MULHERES EM IDADE FÉRTIL DEVEM SER ACONSELHADAS A EVITAR A GRAVIDEZ DURANTE A TERAPIA COM HYDREA.

PRECAUÇÕES

Lactação

A HIDROXIURÉIA É SECRETADA NO LEITE HUMANO. DEVIDO AO POTENCIAL DA HIDROXIURÉIA EM CAUSAR REAÇÕES ADVERSAS SÉRIAS EM LACTENTES, DEVE-SE DECIDIR ENTRE DESCONTINUAR A AMAMENTAÇÃO OU O TRATAMENTO, LEVANDO-SE EM CONTA A IMPORTÂNCIA DA MEDICAÇÃO PARA A MÃE.

Uso pediátrico

A SEGURANÇA E A EFICÁCIA DE HYDREA EM CRIANÇAS NÃO FORAM ESTABELECIDAS.

Uso geriátrico:

PACIENTES IDOSOS PODEM SER MAIS SENSÍVEIS AOS EFEITOS DE HYDREA E PODEM PRECISAR DE REGIMES TERAPÊUTICOS COM DOSAGENS MAIS BAIXAS.

Interações Medicamentosas

ESTUDOS PROSPECTIVOS SOBRE O POTENCIAL DA HIDROXIURÉIA EM INTERAGIR COM OUTRAS DROGAS NÃO FORAM REALIZADOS. O USO SIMULTÂNEO DE HIDROXIURÉIA E OUTROS AGENTES MIELODEPRESSORES OU RADIOTERAPIA PODE AUMENTAR A PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DE DEPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA OU OUTRAS REAÇÕES ADVERSAS (VIDE ADVERTÊNCIAS E EVENTOS ADVERSOS).

COMO A HIDROXIURÉIA PODE AUMENTAR O NÍVEL SÉRICO DE ÁCIDO ÚRICO, PODE SER NECESSÁRIO O AJUSTE DA DOSAGEM DE MEDICAMENTOS URICOSÚRICOS.

ESTUDOS IN VITRO MOSTRAM UM AUMENTO SIGNIFICATIVO NA ATIVIDADE CITOTÓXICA DA CITARABINA EM CÉLULAS TRATADAS COM A HIDROXIURÉIA. NÃO SE SABE SE ESTA INTERAÇÃO PODE LEVAR A UMA TOXICIDADE SINERGÍSTICA OU SE HÁ NECESSIDADE DE MODIFICAR AS DOSES DE CITARABINA.

Dirigir / operar máquinas

O EFEITO DE HYDREA PARA QUEM DIRIGE OU OPERA MAQUINÁRIO NÃO FOI ESTUDADO. COMO A HIDROXIURÉIA PODE PROVOCAR TORPOR E OUTROS EFEITOS NEUROLÓGICOS (VIDE EVENTOS ADVERSOS), A VIGÍLIA PODE ESTAR PREJUDICADA.

EVENTOS ADVERSOS

Hematológicos

DEPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA (LEUCOPENIA, ANEMIA E TROMBOCITOPENIA ) (VIDE ADVERTÊNCIAS).

Gastrintestinais

ESTOMATITE, ANOREXIA, NÁUSEA, VÔMITOS, DIARRÉIA E CONSTIPAÇÃO.

Dermatológicos

ERUPÇÕES MACULOPAPULARES, ERITEMA FACIAL E PERIFÉRICO, ULCERAÇÃO DA PELE E ALTERAÇÕES DA PELE COMO DERMATOMIOSITE.

OBSERVA-SE HIPERPIGMENTAÇÃO, ERITEMA, ATROFIA DA PELE E UNHAS, DESCAMAÇÃO, PÁPULAS VIOLÁCEAS E ALOPÉCIA EM ALGUNS PACIENTES APÓS VÁRIOS ANOS DE TERAPIA DE MANUTENÇÃO DIÁRIA (LONGA DURAÇÃO) COM A HIDROXIURÉIA. ALOPÉCIA OCORRE RARAMENTE. CÂNCER DE PELE TEM SIDO RARAMENTE OBSERVADO.

Neurológicos

LETARGIA; RAROS CASOS DE CEFALÉIA, TONTURA, DESORIENTAÇÃO, ALUCINAÇÕES E CONVULSÕES.

Renais

NÍVEIS ELEVADOS DE ÁCIDO ÚRICO SÉRICO, URÉIA, CREATININA E RETENÇÃO ANORMAL DE BROMOSSULFALEÍNA. RAROS CASOS DE DISÚRIA.

Outros

FEBRE, CALAFRIOS, MAL-ESTAR, ASTENIA E ELEVAÇÃO DE ENZIMAS HEPÁTICAS. CASOS RAROS DE REAÇÕES PULMONARES AGUDAS (INFILTRADOS PULMONARES DIFUSOS, FIBROSE E DISPNÉIA).

EVENTOS POSSIVELMENTE ASSOCIADOS À HIDROXIURÉIA INCLUEM GANHO DE PESO, HEMORRAGIAS E INFECÇÃO PELO PARVOVÍRUS B-19. REGISTROU-SE TAMBÉM ESCURECIMENTO DAS UNHAS DEVIDO À PIGMENTAÇÃO POR MELANINA.

Associação de Hidroxiuréia e Radioterapia

AS REAÇÕES ADVERSAS OBSERVADAS COM O TRATAMENTO ASSOCIADO ENTRE HYDREA E RADIOTERAPIA FORAM SEMELHANTES ÀQUELAS RELATADAS COM O USO DA HIDROXIURÉIA- ISOLADAMENTE, PRINCIPALMENTE DEPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA (LEUCOPENIA E ANEMIA) E IRRITAÇÃO GÁSTRICA. QUASE TODOS OS PACIENTES RECEBENDO UM CICLO ADEQUADO DE TRATAMENTO COM A ASSOCIAÇÃO DE HIDROXIURÉIA E RADIOTERAPIA IRÃO DESENVOLVER LEUCOPENIA. QUEDA DA CONTAGEM DE PLAQUETAS (<100.000/MM3) TEM OCORRIDO RARAMENTE E USUALMENTE NA PRESENÇA DE LEUCOPENIA ACENTUADA. HYDREA PODE POTENCIALIZAR ALGUMAS REAÇÕES ADVERSAS NORMALMENTE RELATADAS COM A RADIOTERAPIA ISOLADA, TAIS COMO DESCONFORTO GÁSTRICO E MUCOSITE.

POSOLOGIA

A posologia deve ser baseada no peso real ou ideal do paciente, levando-se em conta o menor valor.

Tumores Sólidos

Terapia intermitente:

80 mg/kg administrados por via oral como dose única a cada três dias.

Terapia contínua:

20 - 30 mg/kg administrados por via oral em dose única diária.

O esquema de dosagem intermitente oferece a vantagem de reduzir a toxicidade; (p. ex.: depressão da medula óssea).

Terapia concomitante com irradiação (Carcinoma de cabeça e pescoço, e colo uterino):

80 mg/kg administrados por via oral em dose única a cada três dias.

A administração de HYDREA deve ser iniciada no mínimo sete dias antes do começo da irradiação e continuada durante a radioterapia e daí em diante, indefinidamente, contanto que o paciente possa ser mantido sob observação adequada e não evidencie nenhuma reação incomum ou grave.

Leucemia Mielocítica Crônica Resistente

Terapia contínua:

20-30 mg/kg administrado por via oral como uma dose única diária.

Um período adequado de estudo para a determinação da eficácia de HYDREA é de 6 semanas. Se houver resposta clínica aceitável, deve-se continuar o tratamento indefinidamente. O tratamento deve ser interrompido se o número de leucócitos diminuir para menos de 2.500/mm3, ou a contagem de plaquetas for inferior a 100.000/mm3. Nestes casos, as contagens devem ser reavaliadas após 3 dias, e a terapêutica reiniciada quando a contagem voltar a valores normais. A recuperação hematopoiética é, geralmente, rápida. Se não ocorrer recuperação imediata durante o tratamento associado entre hidroxiuréia e a radioterapia, esta última também pode ser interrompida. A anemia, mesmo se grave, pode ser controlada sem interrupção da terapia com HYDREA.

HYDREA deve ser administrada cuidadosamente em pacientes que tenham recebido recentemente radioterapia extensa ou quimioterapia com outras drogas citotóxicas (vide ADVERTÊNCIAS E REAÇÕES ADVERSAS).

Dor ou desconforto proveniente da inflamação das mucosas no local irradiado (mucosite) são usualmente controlados por medidas como anestésicos tópicos e analgésicos administrados por via oral. Se a reação for grave, o tratamento com HYDREA pode ser temporariamente interrompido; se for extremamente grave, deve-se, além disso, adiar temporariamente a dosagem de irradiação.

Alterações gástricas sérias, como náusea, vômitos e anorexia, resultantes do tratamento associado, podem ser habitualmente controladas pela interrupção da administração de HYDREA.

Ajuste de dose

O uso de HYDREA em associação com outros agentes mielodepressores pode necessitar de ajuste de dose.

Insuficiência renal: Não há dados que suportem orientação específica para ajuste de dosagem em pacientes com insuficiência renal. Como a excreção renal é uma via de eliminação, deve-se considerar o decréscimo de dosagem nesta população. Monitoramento intenso dos parâmetros hematológicos é recomendado.

Insuficiência hepática: Não há dados que suportem orientação específica para ajuste de dosagem em pacientes com disfunção hepática. Monitoramento intenso dos parâmetros hematológicos é recomendado.

Instruções para manipulação especial

Se o paciente preferir ou se for incapaz de deglutir as cápsulas, o conteúdo das cápsulas pode ser transferido para um copo com água e ingerido imediatamente (vide INSTRUÇÕES DE USO). Algum material inerte usado como veículo na cápsula pode não se dissolver e flutuar na superfície.

Procedimentos para manipulação e descarte de drogas anti-câncer devem ser considerados.

INSTRUÇÕES DE USO

Se o paciente preferir ou for incapaz de deglutir cápsulas, o conteúdo da cápsula pode ser transferido para um copo de água e ingerido imediatamente. Algum componente inerte usado como veículo na cápsula pode não se dissolver e assim, flutuar na superfície.

Os pacientes que tomam o medicamento, transferindo o seu conteúdo para um copo com água devem ser avisados de que se trata de um fármaco potente que deve ser manipulado com cuidado. Os pacientes devem ser alertados para não permitir que o pó entre em contato com a pele e mucosas (por meio de utilização de luvas), evitando inclusive a inalação do pó quando da abertura da cápsula. Se o pó se esparramar, deve ser imediatamente limpo com uma toalha úmida descartável e desprezado em um recipiente fechado, como um saco plástico, assim como as cápsulas vazias. HYDREA deve ser mantido longe do alcance das crianças e de animais de estimação.

Procedimentos para o manuseio e dispensação adequados de drogas antineoplásicas devem ser consideradas.

SUPERDOSE

RELATA-SE TOXICIDADE MUCOCUTÂNEA AGUDA EM PACIENTES QUE RECEBEM DOSES VÁRIAS VEZES SUPERIORES À DOSE TERAPÊUTICA. OBSERVA-SE IRRITABILIDADE, ERITEMA VIOLÁCEO, EDEMA DAS PALMAS DAS MÃOS E SOLA DOS PÉS SEGUIDA DE DESCAMAÇÃO DOS MESMOS. HIPERPIGMENTAÇÃO GRAVE GENERALIZADA DA PELE E ESTOMATITE TAMBÉM TÊM SIDO OBSERVADAS.

Pacientes idosos

PACIENTES IDOSOS PODEM SER MAIS SENSÍVEIS AOS EFEITOS DE HYDREA E PODEM PRECISAR DE REGIMES TERAPÊUTICOS COM DOSAGENS MAIS BAIXAS.

CONSERVAÇÃO

HYDREA deve ser guardado a temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC); evitar calor excessivo. Manter o frasco bem fechado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. U.S. Public Health Service, National Institutes of Health Recommendations for the safe Handling of Parenteral Antineoplastic Drugs, 1983, NIH Publication No. 83-2621. For sale by the Superintendent of Documents, US Government Printing Office, Washington, DC 20402.

2. AMA Council on Scientific Affairs. Guidelines for Handling Parenteral Antineoplastics. JAMA, 253 (11) : 1590-1592, 1985.

3. National Study Commission on Cytotoxic Exposure: Recommendations for Handling Cytotoxic Agents 1987. Available from Louis P. Jeffrey, Sc. D., Chairman, National Study Commission on Cytotoxic Exposure, Massachusetts, College of Pharmacy and Allied Health Sciences, 179 Longwood Avenue, Boston, Massachusetts 02115.

4. Clinical Oncological Society of Australia. Guidelines and Recommendations for Safe Handling of Antineoplastic Agents. Med. J. Australia, 1: 426-428, 1983.

5. Jones, R. B., Frank, R., Mass, T. Safe handling of chemotherapeutic agents: a report from the Mount Sinai Medical Center. CA-A Cancer Journal for Clinicians, 33: 258-263, 1983.

6. American Society of Hospital Pharmacists Technical Bulletin on Handling Cytotoxic and Hazardous Drugs. Am. J. Hosp. Pharm., 47 : 1033-1049, 1990.

7. Controling occupational exposure to hazardous drugs (OSHA WORK-PRACTICE GUIDELINES). Am. J. Health. Syst. Pharm. : 1996; 53: 1669-1685.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

n.º do lote, data de validade e fabricação: VIDE CARTUCHO.

Reg. MS - 1.0180.0093

Farm. Bioq. Resp.:Dra. NADIR I. DOS SANTOS

CRF-SP n.º 7226

Fabricado por : BRISTOL-MYERS SQUIBB S.p.A.

SERMONETA (LATINA) - ITÁLIA

Distribuído por : BRISTOL-MYERS SQUIBB BRASIL S/A

Rua Carlos Gomes, 924 - Santo Amaro - São Paulo - SP

CNPJ. 56.998.982/0001-07 - Indústria Brasileira